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Leite & Saúde

Edição Nº 01/06 - Mais lácteos para combater a deficiência de cálcio

04/12/2006

Apresentação



A Láctea Brasil, OSCIP que trabalha para promover o consumo de leite e derivados no país, produzirá quinzenalmente o Informativo Leite & Saúde.

O objetivo desse informativo é compilar informações de diversos veículos de comunicação, sobre os benefícios do leite e seus derivados à saúde humana.

Os temas serão os mais variados, e as fontes estarão presentes no final do informativo, assim como o material original estará à disposição dos interessados. Basta entrar em contato com a entidade.

Láctea Brasil: fonte de informações relevantes visando a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar da população brasileira.


Mais leite, queijo e iogurte para combater a deficiência de cálcio



Segundo recente levantamento feito pela New York State Dietetic Association (NYSDA), 83% dos seus 674 membros citam o Cálcio como o principal nutriente deficiente nas dietas das crianças de hoje.

Citam os refrigerantes como os principais vilões. Segundo 96% desses mesmos membros, o alto consumo dessas bebidas é a origem do aumento da obesidade infantil.

Segundo Keri Gans, presidente da NYDA, “quando o leite substitui o refrigerante na dieta, há grande queda no consumo de açúcar e de calorias”.

Participantes da pesquisa acreditam que com banimento dos refrigerantes e alimentos não nutritivos das escolas, abrindo caminho para aumentar o consumo de leite, haverá um grande benefício à saúde das crianças.

Recomendam também que as escolas passem a oferecer achocolatados e leite com sabor morango, além de salgadinhos ricos em cálcio, iogurtes e queijos.

O consumo de cálcio é importante para o desenvolvimento do esqueleto, e reduz o risco de fraturas e osteoporose numa fase mais avançada da vida.

Estudo recente publicado no Pediatrics (publicação oficial do The American Academy of Pediatrics), afirmou que os jovens norte-americanos estão propensos a terem de tratar osteoporose na idade mais avançada por não consumirem a quantidade necessária de cálcio. O estudo revela que 30% dos garotos e apenas 10% da garotas estão atingindo a recomendação diária de consumo de cálcio.

A recomendação de consumo dos 9 aos 18 anos é de 1300 mg de cálcio por dia. A média de consumo nessa faixa etária está em torno de 850 mg por dia.

Segundo os autores desse trabalho, o consumo abaixo do recomendado em crianças e adolescentes, pode ser relacionado com a substituição do leite por refrigerantes, sucos de frutas e/ou outras bebidas de frutas.

Acrescentam ainda que os pais que não consomem leite suficiente são um mau exemplo para os filhos, e que algumas adolescentes aparentemente relutam em consumir uma quantidade maior de lácteos por causa da idéia errada que os produtos lácteos engordam.

Fonte: Nota publicada no www.dairyreporter.com em 28/08/2006.


Intolerância à lactose em bebês, crianças e adolescentes



Em artigo publicado no jornal oficial da American Academy of Pediatrics, pesquisadores fazem uma revisão sobre o tema Intolerância à Lactose em bebês, crianças e adolescentes.

A entidade sustenta o consumo de produtos lácteos como uma importante fonte de cálcio para a saúde óssea e como fonte de outros nutrientes que facilitam o crescimento das crianças e dos adolescentes. Para casos extremos de intolerância, uma dieta específica deve ser aplicada para suprir a necessidade de cálcio.

Há diferentes estágios de intolerância: a primária, a secundária , a congênita e a deficiência de lactase.

Uma das conclusões do trabalho é que a exclusão dos lácteos da dieta não é normalmente necessária, podendo ser consumidos produtos como iogurtes, queijos, ou produtos contendo Lactobacillus acidophillus, além de leites específicos. Evidências mostram que a retirada dos lácteos da alimentação pode levar a uma ingestão inadequada de cálcio e consequentemente à mineralização óssea abaixo do que seria ótimo.

Produtos lácteos continuam a ser as principais fontes de proteína e outros nutrientes essenciais para o desenvolvimento das crianças.

Fonte: Lactose Intolerance in Infants, Children and Adolescents. PEDIATRICS Volume 118, Número 3, Páginas 1279-1286 , Setembro 2006.

Cálcio é novamente ligado à redução de risco de câncer coloretal


Consumir cálcio em abundância pode reduzir o risco de câncer coloretal em cerca de 40% em Chinesas, diz estudo Chinês e Norte Americano.

Os resultados do Shanghai Women´s Health Study, publicado na edição no. 119 do International Journal of Câncer , mostraram que entre 73.314 mulheres com média de idade de 55 anos, as que tiveram um consumo maior de cálcio apresentaram uma redução significativa no risco de câncer de cólon ou reto, em relação às mulheres que consumiram uma quantidade menor de cálcio.

O potencial mecanismo deste efeito não foi avaliado no atual estudo, mas os pesquisadores ressaltam que as pesquisas anteriores ligaram o cálcio a uma série de efeitos inibidores do câncer, incluindo a ligação aos ácidos carcinogênicos biliares e a promoção da diferenciação e interrupção do crescimento das células no cólon.

Fonte: Dietary intake of calcium, fiber and other micronutrients in relation to colorectal cancer risk: Results from the Shanghai Women''s Health Study. International Journal of Cancer Volume 119, Número 12, Páginas 2938-2942,Dezembro 2006, Nota publicada no site www.dairyreporter.com em 10/11/2006.

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